
O título acima é um trecho do Hino de Pernambuco que cantava quando criança na escola.
Existe duas canções frevais que quando ouço,meu coração é tomado de orgulho soberbo.
“Voltei Recife,
foi a saudade que me trouxe pelo braço”...
“Ai saudade, saudade tão grande.Saudade que eu sinto...
passistas traçando tesouras”...
Se me perguntam.
- De onde você é ?
- Sou PERNAMBAIANISTA.Um pernambucano que se abaianou no trajeto e se paulistaneou de soslaio.
Nasci em Negras- sertão de Pernambuco, me afeiçoei à Bahia ao morar em Salvador e sou apaixonado por São Paulo.
Digo que a Bahia é minha mãe de conhecimento, São Paulo minha mãe de praticar e Pernambuco minha mãe de ser sabido-das-coisas.
Tenho uma cota bairrista e a pernambucanicidade tem picos. Não deixo de pernambucar.
Volta e meia faço meu cuscuz matinal, degusto minha imbuzada, coalhada, feijão de corda debulhado, bolo-de-rolo aerado, macaxeira cozinhada acompanhada de manteiga de garrafa, um naco de rapadura,tapioca tradicional, um guisado com mói de coentro, uma cartola (iguaria típica desta terra com banana, queijo, açúcar e canela), um bom proseio com amigos nos botecos acompanhado da dobradinha cerveja/queijo coalho e quando, a saudade chega a dar um biliscão, fico caçando um canto que me leve aquela geografia afetiva, no Studio SP na Augusta ou na escola Brincante do Antonio Nóbrega na Vila Madalena,tem sempre um cabrabôm, pernambucano dando o ar de sua pernambuquesejassim.
E eu já gosto da nossa música, viu !
Vamos respeitar!
É esplendorosa, festosa.
Quem não se encantou com um maracatu, coco, caboclinho, cavalo marinho,frevo, boizinho, forró, baião, xote,xaxado e a cambada do mangue beat, que se atire da primeira ponte de lá mesmo da Veneza brasileira.
Só Pernambuco me dar a alegria de ouvir o sotaque do ‘T’ dental, as histórias de Ariano, as gírias atuais de Sandra, a conversa comprida de Aninha, de ir ao Marco Zero, no museu do Brennand, de ver a lança enfeitada de fitas coloridas do cabôco-de-lança, o pau-do-índio (complexo de bebida com ervas e a branquinha), do Teatro Santa Izabel, as ladeiras olidenses, a água do mar cor de água-marinha, cordelistas, variadas cores do carnaval multicultural, Luiz Gonzaga, da Zona da Mata, do Mateus, da calunga de pano, do xadrez de Mestre Vitalino, do São João do raio-da-cilibrina, dos mascates, o vendedor de rolete-de-cana, água da quartinha, do bocomoco, dos romances gigantes dos bonecos de Olinda, Pau-Amarelo onde desembarcaram os holandeses, da feira babilônica de Caruaru, dos conterrâneos : Gilberto Freyre, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Cícero Dias, Xico Sá, Siba, Chacrinha, Samico, Francisco de Assis França (Chico Ciência), Naná Vasconcelos,Alceu Valença, Denize Barros (da clássica frase “Eu acordo pra vencer”) citaria inúmeras inspirações. Diante de tantas coisas citadas, se você não conhece no mínimo dez dessas, apois,se avexe e conheça esta que pra mim é das melhores e mais ricas culturalmente cidades tupiniquimzada. E lhes informo que Pernambuco tem crescido muito e tá ajustada no carro do progresso.
Hoje minha terrinha, faz anos.
Parabéns !
E grato a esse pedaço de terra que formou mais um artista Brasilite.
Quando me perguntam qual o significado do arco íris ( verde, amarelo e vermelho) na bandeira do estado?
- Representa a união de todos os pernambucanos.
Um abraço fofinho como um bolo-de-rolo.
